Famosos e marcas no Twitter: a estratégia é válida?

Pouco antes do início da Copa do Mundo, a Claro contratou Ronaldo Nazário para manter um perfil patrocinado pela operadora no Twitter.
O valor da negociação não foi divulgado mas as expectativas eram altas: tornar o perfil do jogador de futebol o número um em seguidores no país.
Ao final da Copa, o twitter @ClaroRonaldo alcançou a 26ª posição com 420 mil seguidores. Já o primeiro da lista, Luciano Huck, soma dois milhões de followers. Demais celebridades monopolizam o Top 10 de seguidores no país: Mano Menezes, o programa Fantástico, Kaká, Ivete Sangalo, Rafinha Bastos, Marco Luque, Claudia Leitte, Danilo Gentili e Programa Pânico.
Mesmo que os números da Claro sejam expressivos, a estratégia divide opiniões. Fontes de mercado ouvidas pelo Baguete consideraram tanto um sucesso quanto um erro de planejamento.
Desde maio, o jogador postou 851 tweets - uma média de cinco por dia - que tiveram cerca de 15 mil retweets. Seu tweet mais popular foi a frase “Felipe Mello não deve passar as férias no Brasil…”, que recebeu 2.878 RTs. Em seguida, o conteúdo mais popular foi uma foto do jogador ao lado do logotipo da Claro, que recebeu 566 referências.
“Ronaldo não tem relevância alguma nesse contexto de Copa. É um ex-jogador, está fora da seleção e nem de perto lembra o jogador que foi. Então, a estratégia só poderia ter naufragado”, declara Daniel Bittencourt, coordenador do curso de Comunicação Digital da Unisinos.
Jonatas Abbott, diretor da empresa de e-mail marketing Dinamize, afirma que o investimento foi válido, ainda que o resultado esteja abaixo do esperado.
“Usar uma celebridade de peso para se comunicar pela marca é uma tática típica e muito antiga da propaganda tradicional. Os 400 mil não são tão importantes quanto o buzz em volta da ação. A ação Claro Ronaldo não se restringiu ao Twitter nem a web foi largamente explorada na propaganda tradicional”, declara.
Na opinião de Abbott, a campanha não foi um fracasso. “É um numero expressivo para um canal de comunicação único. O que eu acho um fracasso estrondoso é a Claro fazer esse investimento e seu site ser um desastre com serviços que não funcionam, seleção de estado que fica em looping e por aí vai”, declara.
Para as marcas que decidirem repetir o feito da Claro, Bittencourt aponta que não basta associarem-se a um famoso. “É preciso determinadas qualidades. E saber o que uma celebridade faz no seu cotidiano é um fator desencadeador no público, que deseja saber se aquela pessoa é gente como a gente. Agora, esse ‘fator de impacto’ depende de cada perfil de celebridade”, avalia.
Abbott discorda da questão conteúdo. Para o diretor da Dinamize o mais importante não é produzir um conteúdo relevante e sim o buzz que é gerado pela ação. Garoto-Propaganda da Claro, Ronaldo aparece em comerciais para a TV afirmando que vai contratar planos de dados para twittar.
“Esta mais do que provado que o Twitter não é uma ferramenta voltada a conteúdo válido para o grande público bem entendido. O Twitter é uma ferramenta de comunicação cada vez mais popular em que a diversão está mais adequada do que o conteúdo”, polemiza Abott, dizendo ainda que o Twitter é o celeiro da irreverência, do anonimato e do entretenimento.
O poker como aliado empresarial
Oficializado recentemente como esporte mental pela International Association of Mind Games (IMSA), na mesma categoria do xadrez, o poker chegou às corporações como ferramenta de metodologia ágil batizada de Planning Poker.
Segundo Reinaldo Schulze, ScrumMaster que atua em uma grande multinacional com presença no Sul, a técnica evita o uso de cálculos complexos e análises dos requisitos e se baseia na bagagem de conhecimento técnico e do negócio de cada membro do time, na comparação entre os diferentes requisitos e no histórico de estimativas.
A estimativa faz parte da metodologia formal de Scrum e estabelece o escopo e tamanho do projeto de desenvolvimento de software.
Entusiasta do método, Schulze afirma que a utiliza há mais de um ano em um projeto que está trabalhando atualmente. “Estimar nunca foi tão tranqüilo”, elogia o profissional.
A opinião é compartilhada por Alexandre Cervieri, desenvolvedor da mesma multinacional. Segundo o profissional, o Planning Poker é uma técnica rápida que permite, a times experientes, estimarem 10 ou 15 estórias (ítens do backlog) em uma hora.
“Esta não é uma técnica de estimativa que busca a exatidão, muito pelo contrário, ela incorpora o fato inerente de que uma estimativa é e sempre será imprecisa, com um grau maior ou menor dependendo do estágio do projeto e do conhecimento do time sobre a aplicação e área de negócio”, afirma Cervieri.
Outro ponto positivo, segundo Schulze, é a cumplicidade que o Planning Poker gera entre os membros do time. “Como a estimativa não é feita de forma arbitrária pelo líder técnico ou gerente de projeto, cada um contribui e se sente dono da estimativa”, declara.
Apesar de existirem sessões de Planning Poker pela Internet e por teleconferência, a dupla afirma que a melhor e mais eficiente forma de realizá-lo é reunindo o time em uma sala.
“E neste caso é todo o time mesmo, não apenas os desenvolvedores, mas também os testadores, coordenadores de ambiente caso existem e outros membros mais especializados (arquitetos, DBAs), todos podem ter contribuições a fazer para a estimativa”, exemplifica Schulze.
Como funciona
O ScrumMaster deve ser o mediador da sessão e o Product Owner pode participar como ouvinte, também respondendo a dúvidas caso necessário.
Já é hora de apostar no HTML5?
Os últimos desdobramentos da briga entre Adobe e Apple levantam questões não apenas sobre o fim do Flash e sua substituição pelo HTML5, mas também sua implicação em sites corporativos - ainda acostumados a utilizar as animações da Adobe.
Com um panorama incerto, as empresas devem começar a avaliar a validade de migração para padrões abertos como o HTML5 no curto prazo, afirma Agni, diretor de arte e consultor especializado em web standards.
“Independente do porte da empresa, todos devem começar a conhecer a nova versão, estudar seus novos recursos e fazer testes. O mercado deve ir se preparando, e preparando os usuários”, afirma o profissional que ministra palestras sobre o tema. No Brasil, sites como o da Apple e das agências DS3 e Verso e Inverso já exploram a novidade.
O que é
Dez anos após sua última atualização, a HyperText Markup Language - linguagem que é a base da estrutura da Web – chega a sua quinta versão. Esta, no entanto, está sujeita a modificações, uma vez que a recomendação definitiva está prevista apenas para 2012.
“Após tantos anos sem atualizações, e com as novas possibilidades de desenvolvimento que a linguagem apresenta, o HTML5 é um dos principais assuntos entre empresas de tecnologia e desenvolvedores nesse momento”, afirma Agni.
O que muda?
Mas o que muda efetivamente com a adoção do novo padrão? Segundo o consultor, além das novas API’s, suporte multimídia, aprimoramento do uso off-line e melhor depuração de erros, a maior evolução será Semântica, ou seja, o significado das tags (marcações).
Dynamo acredita no home office
A Dynamo, agência porto-alegrense voltada à otimização de sites e links patrocinados, aposta no home office para crescer 20% em 2010.
Mais da metade do time – 14 pessoas em uma equipe de 24 funcionários - já trabalha baseada em casa.
E até o momento os resultados são positivos: a empresa cresceu 7% somente neste primeiro trimestre, segundo Pedro Superti, fundador da agência que tem nomes como Universal Music e Senac na carteira de clientes.
“Procuramos clientes que tenham também esse perfil. Se ele é tão preso a paradigmas de administração dos anos 70 que não consegue se sentir confortável com nosso perfil de trabalho, existem outras agências que possuem um perfil mais próximo do que ele busca e tenho certeza que poderão atendê-lo melhor”, declara Superti.
Ainda segundo ele, se apostar em home office causava certo preconceito em 2006, quando a agência foi fundada, hoje a característica tem se tornado diferencial.
“Para entregar o melhor resultado para o cliente, precisamos contratar pessoas com o máximo de experiência e know-how possível. Neste cenário, contratar uma pessoa local menos qualificada e deixar de contratar outra melhor qualificada e que mora em outra cidade é um desfavor à agência, ao cliente e ao mercado”, declara o profissional que fundou a Dynamo logo após voltar do exterior, onde faz cursos de especialização.
Após estudar Marketing de Consumo por dois anos no Japão, Superti passou uma temporada nos Estados Unidos cursando Business Management.
Conforme o diretor, ele aprendeu a mentalidade aberta do norte-americano, que, em sua definição, não se prende tanto a convenções e ao “status quo” - se tem a chance de inovar para conseguir o que quer, dá um jeito.
Foi na mesma época que o empreendedor conheceu nomes como Seth Godin, Stephen Covey e Rich Scheffren e trabalhou para agências digitais como web designer e gerente de contas.
Perfil pessoal, atitude profissional

Não são poucos os casos de famosos que cometem gafes na internet. Tais deslizes são amplamente divulgados pela mídia mas não são os únicos.
Entrar em comunidades que demonstrem insatisfação com o emprego, twittar sobre eventuais brigas no ambiente de trabalho ou associar-se a páginas preconceituosas no Facebook são apenas alguns dos exemplos de uso prejudicial das redes sociais que podem influenciar diretamente na contratação e na manutenção de um emprego.
E com a maior aderência das empresas às novas plataformas virtuais torna-se cada vez mais necessário prestar atenção ao que se diz em tais ambientes. Deste modo, o que pode e o que não pode se tornar público?
Para responder a questões como esta, o Baguete Diário entrevista Ivan Witt, head hunter e sócio da Steer Recursos Humanos, empresa especializada em seleção para cargos de alta qualificação e aconselhamento profissional.
Confira as dicas do especialista e nunca mais twitte sem antes avaliar o impacto que os 140 caracteres podem ter em sua carreira.
De que forma as redes sociais podem ser prejudiciais ao profissional?
Ivan Witt : Toda vez que se publica algo numa rede social, estamos pintando um autoretrato. Melhor estar preparado para as críticas que com certeza virão. E nem todos diferenciam o profissional do pessoal. Se quer compartilhar coisas pessoais, crie um personagem, use um pseudônimo. Cuide muito de sua privacidade e não manche sua reputação profissional com bobagens.
Alguns críticos afirmam que se um perfil no Twitter tornar-se muito impessoal (publicando apenas links, por exemplo) ele apenas tomará emprestado a função de sites como Digg e leitores de RSS. Ou seja, o profissional (principalmente de empresas de internet) estaria fazendo um uso “errado” do site. Deste modo, para alguns cargos mais visados, de grandes empresas, é mais indicado que os profissionais nem mesmo participem de tais redes?
Ivan Witt : Grandes empresas jamais selecionariam um candidato baseado apenas nas informações contidas no Twitter dele. Isso é lenda! Claro que determinados setores podem usar o conteúdo criativo ou inovador criado por alguém, como um ponto inicial de um relacionamento comercial ou profissional. Twitter é uma ferramenta de comunicação. E só.
Podes citar casos de profissionais que cometeram alguma gafe utilizando tais redes?
Ivan Witt : Existem vários. Um recente foi a declaração de Mônica Sangalo, irmã de Ivete, no seu Twitter sobre a amiga e também cantora Cláudia Leite. O que era para ser uma brincadeira, foi levado a sério por alguns leitores e fãs de Cláudia e soou como provocação. Mônica se desculpou, mas a gafe ficou gravada na memória do público.
Quais profissionais fazem o uso que consideras correto de redes como Twitter?
Ivan Witt : Não existe certo ou errado. O que sempre se deve perguntar é, qual o propósito daquela informação. Se atingiu seu propósito, usaram corretamente a ferramenta.
A campanha digital de Obama
Engajar usuários utilizando desde redes sociais segmentadas até aplicativos para celular quando este mercado ainda engatinhava. A receita é de Scott Goodstein, estrategista de mídias sociais da campanha de Barack Obama, que participou da Campus Party nesta quarta-feira, 27.
“O que havia até então era experimental. Imagine nos próximos cinco anos, as eleições não serão experimentais”, declara.
Em um dos slides de sua apresentação, Goodstein fala da geração de adolescentes que hoje envia mensagem de texto com olhos fechados (42%, segundo dados da Harris Interactive).
Cada representante do mesmo grupo envia cerca de duas mil mensagens por mês, de acordo com pesquisa da Nielsen.
O mesmo motivo, o interesse de engajar os jovens - que escolhem votar ou não-, levou a equipe de Obama a criar um aplicativo para o então recém-lançado iPhone.
Pelo aplicativo, era possível descobrir por georeferenciamento os escritórios mais próximos de campanha, receber atualizações de vídeos e textos, baixar walpapers e ringtones, entre outros.
Para o estrategista, o aprendizado que ficou da campanha foi a coragem de experimentar.
Não ter medo de estudar as redes sociais que nem mesmo era usadas em grande escala à época, como Twitter, e depois criar estratégias para cada uma delas, é a principal dica de Goodstein.
#Campus Party

Tudo sobre o maior evento de internet da América Latina, na cobertura especial para o Baguete Diário.
O novo mercado de social media
Apesar de ser considerada moda passageira por alguns, a aposta em social media vem crescendo no Brasil. Prova mais recente disto é a adoção de editorias de social media por duas corporações jornalísticas tradicionais: Estadão e Zero Hora.
As contratações aconteceram em novembro deste ano, na esteira de New York Times e Guardian, que criaram cargos semelhantes no início de 2009.
Tal movimento vem solidificando as carreiras ligadas à mídia social no país, ainda que sejam escassas as formações na área.
O caminho das pedras
Para Rodrigo Martins, editor de Mídias Sociais do Estadão, o primordial para quem pretende trabalhar com esta área é navegar muito, usar todas as ferramentas, acompanhar quem lança tendências na rede e, principalmente, participar da conversa na internet.
“Escrevendo, respondendo e retransmitindo. Também é importante, estar sempre pronto para o novo”, afirma o editor que, antes do novo cargo, foi repórter do Link, suplemento de cultura digital, por cinco anos.
Assim como Martins, a responsável pela área de mídias sociais na Zero Hora, Barbara Nickel, não cursou nenhuma especialização no assunto, aprendeu fazendo.
“Passei o último ano lendo, pesquisando, observando novidades que dão certo ou não em outros veículos, fazendo algumas experiências com o Twitter da Zero. Também assisti a alguns webinars. Minha formação vem mais desta curiosidade e da experiência de editora de canais como Leitor-Repórter, em que os leitores são os protagonistas”, diz Barbara.
Quem pode trabalhar nessa área?
Uma breve pesquisa em sites de recrutamento aponta que as vagas disponíveis para social media exigem profissionais formados em Jornalismo, Publicidade e Propaganda ou Marketing. Naturalmente, familiaridade com ferramentas online e boa escrita são fundamentais.
“Teorizar sobre as mudanças na comunicação por conta das redes sociais é muito legal, traz muitos insights. Mas estar nas redes sociais é mais importante ainda”, afirma Martins que, por cobrir o assunto há cinco anos, conta com cadastro nas principais redes como Facebook, Orkut, MySpace, Hi5, Twitter, Linkedin, Tumblr, LiveSpaces, Ning, Habbo, Sonico, Friendster, entre outras.
Não basta, no entanto, passar o dia no Orkut ou no Twitter. “Eu não contrataria alguém que tem uma presença forte em todas as redes, mas só está ali para fazer fofoca ou postar auto-retratos feitos com o celular, por exemplo”, declara Barbara.
Rotina de trabalho
No Estadão, Martins tem como desafios coordenar a presença do jornal em redes como Orkut e Facebook, Twitter, além de gerenciar os blogs da empresa.
Além disso, atua junto aos jornalistas do Estadão e do Jornal da Tarde para pensar novas formas de utilizar as ferramentas sociais. “A ideia é que eu seja um provocador, uma pessoa que explique, que ajude a encontrar caminhos, que torne as ferramentas naturais no dia-a-dia do trabalho jornalístico”, comenta.
Nos dois meses de atuação, Martins criou cerca de dez blogs e pelo menos cinco contas no Twitter, cujo conteúdo é alimentado pelos jornalistas de redação. “Muito do meu trabalho é sentar ao lado deles, apresentar e discutir propostas, dar dicas de como levarmos o que temos de melhor, a informação, para uma cultura mais aberta e interativa, que é a internet”, afirma.
Na Zero Hora, a rotina não é diferente.
“Hoje eu ainda estou me dividindo entre atividades de editora de mídias sociais e as tarefas da produção diária de zerohora.com. O projeto é que eu ‘migre’ completamente até o início do próximo ano”, comenta a editora. Até lá, Barbara segue coordenando a conta no Twitter (@zerohora), buscando pautas nestas novas redes e ajudando os colegas a entender melhor a função da mídia social.
Um de seus principais cases esteve ligado ao temporal que causou estragos no Rio Grande do Sul, no início de dezembro.
“Amplificamos o alcance de informações que eram postadas no Twitter, pedindo que as pessoas usassem as hashtags #temporalrs e #temporalpoa e trouxemos estes posts para dentro da nossa cobertura ao vivo feita com o serviço CoverItLive”, conta Barbara.
Confira a matéria completa aqui.
Abduzeedo: conheça a história do premiado blog gaúcho
Fabio Sasso, porto-alegrense de 30 anos que trabalha com webdesign desde 1999 e mantém o blog Abduzeedo, é o entrevistado desta semana, no Baguete.
Eleito um dos 20 melhores webdesigners em todo o mundo pela britânica .Net magazine, Fabio - que é formado em Design Gráfico pela Ulbra- fala sobre sua carreira e sobre seu blog.
Além disso, o Twitter de Fabio (@abduzeedo) foi um dos indicados pelo Mashable no ranking Best Twitterers Designers Should Follow.
O mesmo site convidou o gaúcho, na última semana de agosto, a falar sobre webdesign via Mashable Lounge, plataforma de chat e video streaming.
Qual a história do Abduzeedo?
Fabio Sasso : O Abduzeedo começou no final de 2006 e a história é um tanto curiosa. Eu tinha um estúdio de design com outro sócio e nós havíamos saído para almoçar. Quando voltamos nosso escritório tinha sido roubado. Acabei perdendo meu laptop e meus dois discos de backup onde estavam todos meus arquivos pessoais e profissionais, dentre eles meus experimentos em Photoshop e inspiração. Fiquei chocado e a primeira coisa que pensei foi em começar a mover toda minha vida digital para ambiente online. Nada offline, pois caso isso acontecesse eu não teria perdido nada além dos bens materiais. Comecei postando todos meus experimentos no Abduzeedo, mas colocava como dicas, assim eu me lembraria como fazer e compartilharia com a comunidade. Era 2006, bem no início dessa onda de Web 2.0, com sites como Digg.com, Delicious, Flickr começando a se destacar e, principalmente, com a possibilidade de o usuário participar da web gerando conteúdo.
Quantas pessoas colaboram com o blog hoje?
Fabio Sasso : Toquei o blog sozinho até 2008, quando contratei um amigo para escrever também. Hoje o Abduzeedo conta, além de mim, com seis escritores fixos: um na Alemanha, dois nos Estados Unidos e três aqui no Brasil. Porém temos contribuições vindas de todas as partes do mundo.
O Abduzeedo é um canal livre para designers, postamos coisas que servem de inspiração para nossos trabalhos. Muitos dos artigos são materiais que usamos em nossos trabalhos profissionais mesmo como inspiração. Com o crescimento do número de visitas, designers começaram a participar mais para promover seus trabalhos também.
Não temos regras de postagens. Procuramos diversificar, porém focamos em compartilhar conhecimentos. Isso é muito importante, e baseado no que o Jason Fried (do 37signals) falou uma vez em uma palestra: uma das maneiras mais fáceis de promoção é através do compartilhamento de inteligência.
O acesso internacional é maior do que o nacional? Quais as estatísticas de acesso?
Fabio Sasso : Sim. O acesso internacional é bem superior ao nacional até pelo fato de o blog ter começado em inglês. O Abduzeedo já superou a marca de 2 milhões de visitas por mês. Tem uma média entre 70 e 100 mil visitas por dia.
Qual a 'parcela de culpa' do Twitter no número de acessos, já que tens mais de 26 mil seguidores no site de microblog?
Fabio Sasso : O Twitter teve um crescimento espantoso. Eu venho usando ele para promover o Abduzeedo desde 2006, porém com mais ênfase no ano passado e nesse ano. Hoje ele gera em média de 15 a 20% do trafego diário do Abduzeedo.
Uma vida geek e saudável é possível
Centenas de linhas de código por escrever, pacotes para compilar e clientes para convencer. Nesta hora, não há duvida: basta chamar uma pizza, buscar algumas latas de energético e passar a madrugada trabalhando.
Mas levar uma vida sedentária pode trazer consequências indesejadas. É o que afirma a doutora Letícia Weinert, do Centro de Recuperação e Estudos da Obesidade (CREEO).
Para contornar a situação, a Entrevista da Semana questionou Letícia a respeito de tópicos como abuso de energéticos, cafeína, fast food, entre outros. Confira aqui.

